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A ampliação dos incentivos fiscais e dos fundos de apoio à pesquisa e desenvolvimento e a implementação de medidas que facilitem o acesso das empresas aos benefícios são decisivos para aumentar a inovação nas empresas. As propostas integram a agenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o Brasil crescer de forma sustentável.
“O Brasil demanda um esforço ainda maior para a inovação, sobretudo por causa das características da estrutura industrial, dos custos, dos fatores de produção e dos desafios da competitividade mundial”, afirma o documento A Indústria e o Brasil, uma Agenda para Crescer Mais e Melhor, que a CNI entregou aos candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) no dia 25 de maio.
O documento faz um diagnóstico da inovação no país. Mostra que apenas 33,4% das empresas brasileiras desenvolveram algum produto ou processo novo entre 2003 e 2005. “Esse percentual é sistematicamente inferior à taxa de inovação dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) e reflete a distância entre empresas industriais brasileiras e empresas dos países desenvolvidos”, afirma o documento.
Na avaliação da CNI, a mudança desse cenário e o aumentar a competitividade brasileira dependem da ampliação do número de empresas que inovam. Por isso, além dos incentivos oficiais e do aperfeiçoamento das linhas de crédito e das políticas públicas, a CNI defende que a inovação faça parte da estratégia das empresas. Para mobilizar as empresas para a importância em inovar, a CNI criou a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).
Uma das ações da MEI é a criação de núcleos de inovação em parceria com as federações estaduais de indústrias e associações setoriais. Os núcleos pretendem estimular a inovação, capacitar e apoiar as empresas no desenvolvimento de produtos e processos inovadores.
O documento A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para Crescer Mais e Melhor foi consolidado a partir das sugestões de 1.500 empresários reunidos no 4º Encontro Nacional da Indústria (Enai), que a CNI realizou em 17 e 18 de novembro de 2009. As propostas que traduzem a visão dos industriais sobre os desafios que o país precisa vencer de 2011 a 2014 servirão de base para os debates do 5º Enai. No encontro, que a CNI realizará em novembro, em Brasília, líderes sindicais da indústria e empresários discutirão a agenda que a indústria apresentará ao novo governo.
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